domingo, 8 de abril de 2012

linhas entre linhas, mensagem escondida.

Eu passei horas rascunhando, matutando, passaram várias idéias por aqui, talvez possa ser em forma de carta, talvez eu escrevesse uma musica sem melodia, talvez mais um texto comum ... entre tantos ...
Podia ser o fim da fase de escritos, mas talvez eu queira escrever por toda vida, registrar. Ou isso também seja uma fase, a qual eu ainda não superei.
A cada dia eu olho pra trás e penso "bobinha", e é sempre assim, a gente vai crescendo, mudando, amadurecendo. Meu gosto mudou, seu estilo mudou. Amadurecemos, e amadurecemos para coisas diferentes umas das outras, talvez um dia sejamos compatíveis novamente, talvez não. Sempre tivemos rumos parecidos, nunca iguais, nossos caminhos nunca foram únicos, apenas paralelos. Algumas coisas nunca mudam, algumas coisas simplesmente não saem do lugar, esse amor nunca vai sair daqui, do lugar dele, apenas haverá outros por perto, mas ele sempre estará aqui. Não considero um "passado obscuro". 
Agora eu já nem ligo mais pra certas coisas, e aquela sua foto no meu celular, eu não vou perder tempo apagando-a, aliás você não fez nada, eu fiz tudo sozinha, pior do o que ser iludida é se iludir sozinha. 
Você apenas me deu um empurrãozinho.
Enfim ... mudamos.
A diferença é que não olho para ontem, olho para hoje, e ainda digo "bobinha". Isso parece pouco, mas muda muita coisa. Em vários aspectos, realmente estivemos estranhamente ligados, jamais próximos.
É o fim aqui.
Outra coisa que nunca muda, uma coisa que nunca mudaremos, a gente gosta de contrariar, assim como você disse no seu começo e eu disse no meu.
Você está com ela, eu estou com ele. E isso as vezes me machuca, o medo de machuca-lo também me machuca. Você teme por ela ?
Sabe, o tempo que se passou amigo, foi muito. Ou pouco de mais ...
Eu ainda tenho esperanças remotas de que a gente vá se esbarrar por ai ... Até lá me mantenho definitivamente afastada de você, pois estar por perto nunca me fez bem, eu sempre estive ali escondida, por detrás das cortinas, onde ninguém me via, nem mesmo você, que era o único pela qual esperava ser vista.
Termina aqui.
Ou não ... a gente gosta de contrariar não é mesmo ?

sábado, 21 de janeiro de 2012



E tudo que ela podia sentir eram as lágrimas quentes escorrendo pela face, os olhos estavam apertados, e doloridos de tanto chorar num dia só. Cada palavra que lhe era dita, lhe pesava até a garganta, como facadas, o coração estava apertado e acelerado. Era muita coisa ao mesmo tempo, num único dia tudo pareceu explodir, o vestido vermelho, o vestido amarelo ... a cama de forro rosa. Via coisas em toda parte, e houve um momento estranho em que se encontrou toda encolhida falando sozinha, abraçando-se com força, sem vontade de mais nada.
O estômago era um vão inacreditável, e a mente girava, a cabeça doendo. Algo pra se distrair ; uma balança enorme pesava os prós e contras ; e então, com toda idiotice e insegurança do mundo contou uma mentira .
E tal lhe cortou o coração, quando a tempestade aparente passou o que lhe restou novamente foi o vazio, e um escuro estranho. Mas agora ela ia mudar de verdade, iria parecer completamente feliz por fora, se queria morrer, que morresse por dentro, e sozinha, sem levar mais ninguém. O egocentrismo foi engolido pelo amor, e principalmente pelo medo.
♫ Hey ! How ! nós somos piratas assim ♫ ~ ela cantava baixo como antigamente ... ♫ te encontrar foi um privilégio ♫ ~ e então as lágrimas caiam quentes novamente, mas dessa vez ela estava escondida, no silêncio da noite onde todos dormiam, no abrigo do seu cobertor, agora com um espaço vago ao lado. E ninguém saberia desse momento em que lhe faltava a lucidez. Somente ela, suas lembranças e o medo. (Delírios de uma adolescente em fuga)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Psé, e eu não sei por quanto tempo mais eu posso suportar. Cansei das minhas próprias palavras tão repetitivas, cansei dos meus textos, cansei do meu café amargo, cansei da minha dor e cansei do meu cansaço. Acho que acabei de decidir que quero ser fraca, que quero desistir. Desistir de mim, desistir do meu mundo, desistir das pessoas e principalmente decidi desistir de você.
Esse constante e inacabável conflito em mim não pode continuar; eu preciso, preciso mais que tudo, fazer parar. Porque durante o dia essa solidão me consome e durante a noite sua imagem me persegue.
Sempre que fecho meus olhos é para poder encontrar-me contigo. E esses encontros assim, tão irreais estão me machucando, estão acabando comigo. Desde meu primeiro fio de cabelo até o ultimo sentimento vago da minha alma.
Eu preciso de você aqui, preciso sentir você aqui. Preciso de um espaço só para nós dois, preciso acreditar em nós dois, eu quero que esse sentimento se faça um pouco mais real do o que tem sido até aqui. Te ver assim de longe, como todas as outras pessoas te vêem me mata. Agir como se meu amor fosse como o de todas as outras pessoas me mata. Ser obrigada a ficar onde eu estou, na posição que eu me encontro, me mata.
Eu quero viver a nossa historia, quero minha próprias lembranças e sentimentos, quero uma existência real, quero provas. Cansei de lembranças roubadas e beijos imaginados. Não preciso que o mundo saiba, preciso apenas que nós dois saibamos, e fiquemos perto.
Eu quero poder rir de você, e das suas trapalhadas, estando ao seu lado. Quero pode bagunçar o seu cabelo, quero poder te abraçar bem apertado todos os fins de tarde, quero que você ganhe de mim no vídeo game e que ria de mim, quero até que a gente brigue um pouquinho, grite e se altere, só pra depois ter uma reconciliação bem brega.
Mais do que tudo, quero não chorar todas as noites precisando de você aqui comigo, quero fazer loucuras do teu lado, eu não quero ser toda a sua historia, e muito menos ser um capitulo todo dela, eu quero só estar presente em toda ela, mesmo que seja nos bastidores, por trás das cortinas, aclamando e batendo palmas, e depois ver você vindo na minha direção, sorrindo e todo suado, quero que me abraçe e mesmo que não diga nada, só me deixe ver que faço parte de você, e que você está feliz por me ter; porque pra mim , agora isso é tudo o que mais me importa e tudo que mais almejo. (Delírios de uma adolescente em fuga)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012



Hoje eu sentei na escada e chorei, mas não só por isso ou aquilo, dessa vez chorei por tudo. Chorei pela dor da solidão, da indecisão e da confusão que voltou para mim. Chorei pelos meus erros e chorei também pelos erros teus. Chorei por essa falta, do que tive e do que apenas sonhei.
Não estou preenchida, não estou vazia, só estou incompleta. Incompleta por causa de vãos que nunca irão se preencher. Reflexos das suas atitudes e reação do que plantei.
E isso dói, dói aqui dentro de mim, e fica aqui, essa dor incomoda, acomodada no meu peito, 24h. comigo, e eu sorrindo e brincando, fingindo estar bem. E as coisas ficam ainda piores quando estou sozinha; um café amargo no chão ao lado do sofá, uma coberta grossa em cima do mesmo, e eu hora com frio, hora com calor, passeio descalça e impaciente pra lá e pra cá, com uma blusa de mangas compridas e um short de baby dool que mais parece uma calcinha. As vezes minha respiração é funda, as vezes é tranquila e as vezes até mesmo parece que nem estou respirando. Um som toca baixinho, quase no volume minimo, é aquela musica que eu sei que você gosta, e eu as vezes olho pela porta e espero ver você passar por ela. Mas não vai.
As vezes eu sento numa cadeira perto da porta e fico esperando, como um cachorro sabe ? Mas eu sei que você não vai chegar, não vai mesmo. E então meus olhos se enchem de lágrimas e meu peito de dor. Corro pra de baixo do cobertor e me encolho. Sorvo um gole do café que me aguardava quente, mas agora está frio, como eu estou. Idéias bobas fluem com a vontade de você, então eu mergulho numa profunda escuridão de sonhos tristes e pesadelos bons. Lá , existe medo, existe dor , mas no final, aaah o final, o final até que não é tão ruim assim.
Afinal de contas café frio não é bom, mas os sonhos são.
Deliríos de Uma Adolescente Em Fuga

sábado, 14 de janeiro de 2012

Carta pro meu alguém.

Essa noite eu não dormi, fiquei acordada pensando em nós dois, e nessas tantas coisas que estão entre nós dois. Mas meu jeito de pensar mudou um pouco do jeito de antes, a expressão que começa nos meus olhos quando penso em nós dois também mudou. Sempre com tanta ousadia, com tanta audácia, falo tudo que acho que devo falar, mas agora penso duas vezes antes de mais nada.
Ta tudo em falta, as palavras, os sentimentos, o nós dois, que usei tanto até aqui, quantas vezes eu usei um "nós dois" nesse pequeno texto ? Sim eu sei querido, estou exagerando, está se tornando repetitivo mas é tudo que eu tenho em mim, ou pelo menos conservo a esperança do nossos nós dois.
Antes, metade de mim estava contigo, hoje eu não me tenho mais. Você me roubou, e tudo que eu queria era me ter de volta, um pouco ao menos.
Se eu olho em volto tudo que vejo são meus pedaços, destruídos, desligados de mim, quase sem uma vontade própria, e um único desejo, um único sentido, um único rumo a desejar seguir.
Do meu melhor ao fundo do poço. Você foi e levou tudo com você, tudo que eu tinha e tudo que eu sonhei.
Hoje eu sonho com você, isso é, quando consigo dormir. Eu não estou louca, nem perturbada, só tem coisas de mais, e eu queria um pouco menos do meu mundo, e um pouco mais de mim. É chato viver somente comigo mesma, ou pelo menos com a parte vazia que você deixou aqui. É vazio, é saudade do o que nunca aconteceu, anseio do o que não está para acontecer.
É um nó terrível na minha mente, é a necessidade de você, aqui, agora comigo.
Eu preciso de algo mais, entendeu ? Preciso de mim, preciso de você, preciso de nós dois. Só isso, mais nada, meu tesouro mais precioso eu já perdi, e o que eu mais quero agora , eu não posso ter, você.
É ruim viver com dor, com essa dor, é eu como não viver, e não ter vontade de viver.
Vou dizer pela ultima vez, preciso de mim, preciso de você, preciso de nós dois. Nós dois, e sem mais.