
E só o que a garota percebeu é que se via novamente sozinha. Sem saber pra onde ir, sem saber o que sentir e como sentir , sem saber o que pensar. O mundo gritava furioso com ela, e mandava uma tempestade horrível, a qual ela deveria dar um sorriso radiante para fazer os ventos pararem de soprar. Mas ela não sorriu. Não sorriu, não foi porque não quiz, foi porque não pode, suas lágrimas não eram sem motivos, e o sorriso também não haveria de ser , a aquela doce menina tinha uma grande sinceridade gritando no olhar.
A falta e a incerteza, a saudade do que não foi, a insegurança, os sentimentos ruins. O medo também á assombrava, e ela apenas se encolhia e chorava. Chorava como uma pequena criança, frágil e vulneralvel que chora e pede pela mãe. Mas essa garota não tinha quem pedir.
Todos estavam ali presentes, todos os dias, todos passavam , sorriam, diziam bom dia , alguns de almas mais bondosas ou simplesmente mais puros e aqueles realmente felizes, ainda conseguiam lhe arrancar algum sorriso. Mas era assim , passageiro. Ela ria, brincava , sorria e saia, dizia que estava tudo bem, e sorria para o mundo ; por dentro ela gritava por socorro. Ela procurava refúgio sempre nos sorrisos de seu dia, mas estes não podiam ajuda-la , os sinceros eram passageiros , e os firmes eram falsos.
Todos passam por ela, todos lhe desejam um bom dia, mas ninguém realmente se importa se ela logo cedo já havia queimado a língua, ninguém se importava se seu dia já tinha começado ruim.
Eram todos falsos, hipócritas, e ela gritava por dentro, gritava por socorro.
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